Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Datas Comemorativas - FOLCLORE cont.



PERSONAGENS DO FOLCLORE

Fonte: Canal Kids

Bumba-meu-Boi, o boi de mil nomes...


Só de nome esse boi está cheio! Quer ver? No Recife se chama Boi-Calemba; no Amazonas, Maranhão e Pará, Boi-Bumbá; em Alagoas, Folguedo-do-boi... e esses são só alguns nomes! (Dá para qualquer boi ficar confuso.) Bumba quer dizer "Bate!Chifra!"

É uma festa muito popular no Norte e Nordeste do Brasil. O boi nasce em uma festa, morre em outra e ressuscita na última. Calma, não precisa ficar com pena dele. Não é um boi de verdade. É uma fantasia de boi toda enfeitada de fitas coloridas, e embaixo dela fica um dançador. Acompanhando o dançador vão pessoas vestidas de vaqueiros e gente de todo tipo, com roupas coloridas, cantando e dançando pelas ruas, indo de casa em casa. O Boi é uma mistura dos folclores africano, indígena e português! As festas acontecem de novembro até 6 de janeiro, o Dia de Reis.

Boitatá, a Cobra de fogo


Ou Batatá, Baitatá, Biatatá, Bitatá, Batatal... O nome é indígena e quer dizer "cobra de fogo". E é justamente o que ela é. Contam que certa vez houve uma grande enchente e todos os bichos morreram, menos a cobra.

Quando a água baixou, era tanta comida que ela até ficou fresca: só queria comer os olhos dos bichos, porque eram mais molinhos (é meio nojento, mas a lenda é assim).

Foi comendo tanto olho, tanto olho, que sua pele ficou transparente e ela virou uma cobra de luz! Virou o Boitatá. Dizem que o Boitatá persegue quem faz queimadas nas matas, e se você correr — babau! Lá vai ela atrás.

Curupira, o Protetor dos bichos


É um anão, de cabelo vermelho, os pés virados para trás e os calcanhares para a frente. Pode ser pequeno, mas é um danado: ele protege as matas e os bichos dos caçadores, e é bem mau com eles: faz esquecerem o caminho e ficarem perdidos da silva no meio da floresta, bate neles, faz com que desapareçam... e como tem os pés virados para trás, quando os caçadores acham que ele está indo, ele está é voltando. Ou será o contrário?

Boto, o pai dos filhos sem pai

Filho que ninguém sabe de quem é, é filho do Boto. É o que se diz no Norte do Brasil. O boto é um golfinho do rio Amazonas. Ele é um Don Juan de lá: quando a noite cai, ele sai do rio e vai para as festas paquerar as moças bonitas. E como não é bobo, ele não vai na forma de boto, porque senão ia matar as pobres moças do coração! Ele se transforma num rapaz bonito, alto, forte, grande dançador e bebedor (adora uma cachaça). Mas tudo tem seu prazo, e antes da madrugada ele tem de voltar para o rio, porque senão ele vira boto de novo... fora da água. Já viu que lá todo mundo desconfia dos moços bonitos que aparecem sem aviso nas festas e saem antes do amanhecer... Pudera!

Saci-Pererê, o brincalhão


Esse você conhece do Sítio do Pica-pau Amarelo. É um negrinho de uma perna só, com uma carapuça (gorro) vermelha na cabeça, que lhe dá poderes mágicos.

É muito esperto e adora fazer traquinagens. Uma das suas preferidas é dar nó em crina de cavalo, depois de lhe dar uma canseira das boas, fazendo o bicho correr a noite inteira. Ele gosta de aprontar com as pessoas também: apaga o lampião, faz queimar a comida no fogo, espanta quem viaja sozinho... É um levado da breca.

Mula-sem-cabeça, a mulher do padre

Diz a lenda que mulheres que saem com padres viram mula-sem-cabeça na noite de quinta para sexta-feira. Ela sai galopando por aí, assombrando os pobres seres que cruzam seu caminho. Lança fogo pelas narinas e pela boca.

Suas patas são de ferro, por isso ela pode galopar à vontade sem gastar os cascos. Como se não bastasse, fica relinchando a noite inteira e não deixa ninguém dormir. Para acabar o feitiço, alguém tem de ter a coragem de ir até ela e tirar o freio de ferro que ela leva nos dentes (dizem que ela não tem cabeça, mas tem boca, dentes e narinas). Haja coragem de enfrentar um bicho desses!

Gritador, o duende do vale de S. Francisco

Diz a lenda que o Gritador, ou Zé-Capiongo, vive gritando dentro da noite. Dizem que ele é a alma de um vaqueiro que desrespeitou a Sexta-Feira da Paixão (quando os vaqueiros têm de ficar quietinhos), saiu para campear seu gado e nunca mais voltou. Virou assombração.

Hoje vive gritando no mato, campeando uma boiada invisível que nem ele. O Gritador costuma gritar mais à noite, mas não tem hora para infernizar os outros: dizem que até ao meio-dia ele fica lá gritando no mato, assombrando quem passa, assustando a bicharada.

E essas histórias entraram por uma porta, saíram pela outra... e quem quiser que conte outra!


PROJETO FOLCLORE



Fonte: Sala de aula

Justificativa:

Propiciar as crianças conhecer algumas brincadeiras folclóricas tradicionais, buscando nas brincadeiras a dimensão do aprender brincando.

Objetivo específico:

Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos, identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais participam, respeitando suas regras básicas de convívio social e a diversidade que os compõe.

Objetivos Gerais:

-Identificar e valorizar o folclore brasileiro;

-Resgatar brincadeiras folclóricas;

-Estimular e desenvolver o gosto pela música e danças da cultura popular.

-Vivenciar, a partir de jogos e brincadeiras, laços de companheirismo e vínculos afetivos;

-Desenvolver a organização e autonomia para o trabalho individual, em dupla e grupos.

-Sistematizar os conhecimentos sobre folclore

Conteúdos:

-Possibilitar à criança conhecer e comparar os diferentes grupos sociais e as suas diferenciações, suas tradições históricas.

-Interessa-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural elaborando hipóteses, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando e consultando diferentes formas de informações acompanhando experiências e confrontando idéias.

-Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outras.

Metodologia:

-Selecionar com as cças uma música e uma dança folclórica para realizar apresentação;

-Contar histórias diversas, lendas, parlendas, sobre folclore;

-Explorar as histórias, emitando personagens, sons, falas, etc, (Saci Pererê, Boitatá, Boto, Caipora, Cuca, Curupira,Iara, Lobisomem, Mantintapereira, Mula-sem-cabeça, Negrinho do Pastoreio, etc.

-Explorar as historias a partir de recursos como teatro de vara, fantoche, historias em quadrinhos historia com interferência, trabalhando com quantidade, vogais, noite e dia, partes do corpo, textura, cores.

-Trava língua, Provérbios

-Construir mural;

-Comparar os personagens das histórias, local, tempo, diferenças, semelhanças, forma, tamanho, cores, etc..

-Surpreender as crianças com cartas ou bilhetes do Saci-Pererê,

-Escolher com as crianças algumas brincadeiras folclóricas para serem realizadas ao longo do projeto; (que envolvam contagem, sons diferentes, etc...)

-Realizar uma oficina de confecção de Pipa;

-Construir pés de latas para brincadeiras;

-Fazer cachimbo do Saci Pererê com massa de modelar ou argila

-Realizar tarde de danças e brincadeiras

BILBOQUE DE BOLITAS

Materiais: Duas garrafas pet, cinco bolitas, tesoura e fita adesiva.

COMO FAZER:1. Corte uma garrafa ao meio, 2. Introduza as bolitas na garrafa não cortada, 3. Una as garrafas com fita adesiva, colocando a parte inferior da garrafa cortada sobre a garrafa inteira.

PETECA

MATERIAIS: Um saco de salgadinho vazio, tesoura, jornal e 20 cm de elástico.

COMO FAZER:1. Faça uma bola de jornal tamanho pequeno, 2. Introduza a bola de jornal no saco de salgadinho, 3. Amarre o elástico procurando deixar a base arredondada. 4. Picotar a parte superior do saco (como um penacho).

BOLA DE MEIA

MATERIAIS: Um pé de meia (nylon), jornal e tesoura.

COMO FAZER:1. Faça uma bola de jornal, 2. Introduza no pé de meia, 3. Procure dar formas arredondadas à bolinha, 4. Dê um nó próximo à bolinha, 5. Corte o excesso.



SACI NA GARRAFA

Fonte: Cantinho Lúdico

SACI PERERÊ

Conta a lenda que para prender o saci após pegá-lo usando uma peneira ou um rosário deve-se prendê-lo em uma garrafa. E foi o que fizeram, olha só que legal!



Livro gigante do folclore

No Cantinho Lúdico fizeram um álbum gigante do folclore e ilustraram com massinha de modelar:







PERSONAGENS

Fonte: Oficina de Criatividade

BUMBA-MEU-BOI
feito com rolinho de papel higiênico



Estes personagens podem ser feitos tanto com EVA quanto com papéis coloridos
Sugestões da amiga Jacirinha

Clique nas figuras para vê-las em tamanho aumentado

BUMBA-MEU-BOI



MOLDE



BOTO



MOLDE

TO



IARA



MOLDE



CURUPIRA



MOLDE



LOBISOMEM



MOLDE



NEGRINHO DO PASTOREIO



MOLDE



CAIPORA



MOLDE



SACI



MOLDE



BOITATÁ



MOLDE



MULA-SEM-CABEÇA



MOLDE



BUMBA-MEU-BOI



MOLDE



IARA



MOLDE



CURUPIRA



MOLDE



SACI



MOLDE

2 comentários:

Elaine disse...

Boa noite, Cybele!

Gostaria de agradecer-lhe pelas mensagens, trabalhos e novidades que tem enviado para o meu e-mail.

Tenho enviado para as minhas coordenadoras de Ed. Infantil e Anos Iniciais. O seu site é belíssimo e rico em idéias.

Parabéns! Nós duas temos algumas características em comum: professoras, escritoras e cheias de vontade de levar
a Educação ao posto que ela merece: o podium nº 1.
Que Deus abençoe os seus caminhos.

Carinhosamente,
Elaine

Cybele Meyer disse...

Olá Elaine,

Muito obrigada pelo carinho e pelas doces palavras.

Realmente são pessoas como você que fazem toda a diferença no nosso trabalho.

Fico feliz por termos características em comum. Sinal de que poderemos unir forças e fazermos a diferença.

Obrigada por visitar o Educar Já!

Vamos nos falando sempre.

Beijinhos com carinho